terça-feira, 24 de setembro de 2013

Incluindo Miss Eva


EM BREVE: uma nova reportagem aqui no blog Turma do Fundão, mostrando os passos  da inclusão digital da Sra Eva Maria. Aguardem.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Entrevista: Noêmia Nunes dos Santos



Por João Guerreiro e Felipe Oliveira, com apoio de Daura Santos.
Foto - Viviane Borba Bueno

Entrevistamos para o Turma do Fundão a sra Noêmia Nunes dos Santos (foto acima), 83 anos, que também frequentou as oficinas de inclusão digital do Projeto Mulheres Charqueadenses e está escrevendo o seu quarto livro no computador. Vamos a entrevista:

Turma do Fundão -  O que a sra sabia sobre computadores antes de participar do projeto Mulheres Charqueadenses?
Noêmia Santos - Sabia apenas digitar algumas palavras, mas não sabia ligar nem desligar o computador com certeza. Já tinha comprado um computador para aprender e as minhas filhas tinham dado algumas explicações, mais umas aulinhas  com os jovens do Telecentro, os quais davam aulas. Tive mais umas aulas as quais funcionavam uma hora por semana no Sindicato. Do mês de março a agosto, o professor era bom mas o espaço de tempo era pouco em relação ao número de alunos. Ainda pouco sei lidar com a Internet.

TDF - Tinha vontade de aprender a usar computadores antes do Projeto?
Noêmia - Sim, sempre tive vontade, antes mesmo das oficinas do projeto eu sentia necessidade  de usar computadores e redes sociais.

TDF - O que mais gostou de aprender nas oficinas do Projeto?
Noêmia  - Foram as explicações dos professores e a solidariedade dos colegas,, mais o jeitinho de lidar com o computador.

TDF - Depois das oficinas do Projeto, a sra vem usando computador? Redes sociais na Internet?
Noêmia - Sigo usando meu computador para digitar. Quanto as redes sociais procuro o intermédio de outras pessoas da família.

TDF - A sua vida melhorou depois que aprendeu a usar a linguagem digital?
Noêmia - Sim, continuei usando o meu computador, uso quase todos os dias e já estou perto de terminar de escrever o meu quarto livro, sobre a minha vida.

TDF - Depois das oficinas do Projeto, você se sente mais incluída socialmente por estar incluída digitalmente?
Noêmia - Quanto ao computador sim, mas ainda não passei a usar a internet a não ser através de pessoas intermediárias.


Era isso pessoal. Se gostaram da entrevista da Sra Noêmia, podem ver mais sobre ela olhando essa entrevista que a a jornalista Viviane Borba Bueno fez com ela. É muito  legal: http://vivibbueno.wordpress.com/tag/longevidade-2/



quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Usar Internet estimula o cérebro dos idosos - Texto de Vicente Reis


Por João Adolfo Guerreiro

Para quem se interessa por inclusão digital para a terceira idade, como nós da Turma do Fundão, é quase obrigatório esse texto de Vicente Reis publicado no Blog A Escola é a Rede.
Os negritos são nossos.

"Investigadores americanos comprovaram que navegar na Internet aumenta a capacidade de raciocínio e estimula o cérebro das pessoas de terceira idade num curto espaço de tempo. A investigação liderada pelo Center of Excellence for Aging and Brain Repair, da Universidade da Flórida, recorreu a 24 voluntários com idades compreendidas entre os 55 e os 78 anos, que por sua vez foram divididos por dois grupos, um com experiência no uso da Internet e outro para quem as novas tecnologias são completamente desconhecidas.

As ressonâncias magnéticas realizadas mostraram que, logo após o primeiro contacto com o computador, houve nos dois grupos um aumento da atividade das áreas cerebrais que controlam a linguagem, a leitura, a memória e a capacidade visual. Ainda assim, os mais experientes trabalharam uma área do cérebro muito mais extensa do que a dos principiantes.

Depois deste exame, ambos os grupos passaram duas semanas a pesquisar na internet, durante uma hora por dia, tendo sido posteriormente sujeitos a novas ressonâncias magnéticas, cujos resultados foram ainda mais surpreendentes.

Para além das áreas que já tinham sido estimuladas, os inexperientes trabalharam ainda a parte frontal do cérebro, que controla a memória e o poder de decisão. Após uma nova comparação, os investigadores aperceberam-se de que, depois desse período de experiência, a diferença entre os principiantes e os experientes diminuiu, sendo que a área do cérebro estimulada tornou-se praticamente igual nos dois grupos.

Deste modo, a internet quando utilizada diariamente tem tanto potencial no estímulo da capacidade cerebral dos mais velhos, como as palavras cruzadas ou os quebra-cabeças.

Tais dados demonstram que a inclusão digital poderia ser um instrumento para melhorar a qualidade de vida da população brasileira idosa. A pesquisa integra uma experiência desenvolvida há nove anos em que idosos aprendem a navegar na Internet e a utilizar o computador com a ajuda de adolescentes.

Segundo a pesquisa, a Internet é uma ferramenta bem avaliada devido aos benefícios de aprendizado e comunicação. 24% dos idosos mantêm-se informados sobre o que acontece no Brasil e no mundo pela rede. 19% conversam com amigos e familiares, 8% pagam contas e realizam transações bancárias sem sair de casa e 3% estudam. Além de tudo isso, foi colocado por 10% dos entrevistados que a Internet ajuda a exercitar a mente e o raciocínio.

A média de idade na qual os entrevistados começaram a utilizar computador é de aproximadamente 54 anos. Dos que utilizam computador em casa, 24% afirmam que tiveram seu primeiro contato com um computador depois dos 60 anos. Cerca de 36% começaram a usar até os 50 anos e 39% entre 51 e 60.

A pesquisa identificou também que as mulheres são mais ativas do que os homens. 16% fazem algum curso ou participa de alguma atividade. Entre os homens essa taxa é de 5%.

É ver para crer, tudo pela exclusão digital dos idosos."

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Editorial de jornal local fala do perfil do aposentado de hoje


Por João Adolfo Guerreiro

Quem acompanha o blog Turma do Fundão sabe que a relação entre inclusão digital e social é dialética, ou seja, uma condiciona a outra. 

Assim, hoje trazemos o editorial "O novo perfil do aposentado" (http://www.portaldenoticias.com.br/Editoriais.htm), do Jornal Portal de Notícias, daqui da Região Carbonífera, de autoria do prof. Carlos Fernando Poeta Gonçalves, publicado na última terça-feira.

Dentre as preocupações elencadas no editorial a partir do crescimento demográfico pela terceira idade, destacamos:

"convém salientar que não se restringe apenas à questão remuneratória dos aposentados a essência de nossas distorções, mas também à assistência à saúde e ao oferecimento de opções de lazer e cultura, componentes fundamentais para um envelhecimento saudável e feliz".

E é nesse ponto que acentuamos o desafio específico e inadiável desse momento histórico de incluir digitalmente as pessoas com idade hoje acima de 55 ou 60 anos.


Ou fazemos isso agora, ou essas pessoas vão terminar sua vida desconhecendo as alternativas tecnológicas de seu tempo que lhes propiciariam uma qualidade maior de vida.
É tarefa das gerações mais novas, que ao envelhecerem estarão incluídas digitalmente, resgatar essa deficiência da geração que a precedeu.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Entrevistas: A experiência de inclusão digital da terceira idade realizada no Projeto Mulheres Charqueadenses

Foto - COEX, IFSul Charqueadas



Textos - João Adolfo Guerreiro
Entrevistas - Daniele Anselmo, Felipe Oliveira e Liliane Reis

Já havíamos mencionado anteriormente aqui no Turma do Fundão a experiência da COEX do IFSul Charqueadas ocorrida no Projeto Mulheres Charqueadenses, onde mulheres da terceira idade participaram de oficinas de inclusão digital no ano de 2012. 
Resolvemos ir atrás de maiores informações, entrevistando uma de suas coordenadoras do projeto e algumas alunas.

Em primeiro lugar, a entrevista com Andreia Collares, coordenadora do Projeto:




TURMA DO FUNDÃO - Andreia, você entende que a inclusão digital é também inclusão social?
Andréia Collares - Sim, pois através da inclusão digital o acesso ao conhecimento se torna presente no cotidiano das alunas. Isso traz a possibilidade de conhecer e buscar direitos, intervir no meio onde vivem, dialogar com outras pessoas sobre situações de sua vida diária. Enfim, a inclusão digital pode anunciar descobertas capazes de promover a inclusão social.
TDF - Para que a inclusão digital aconteça, é necessário também o indivíduo estar num certo grau de inclusão social?
Adreia - Sim, pois estando incluído socialmente o indivíduo passa a ser sujeito de sua história, permitindo que acesse possibilidades que possam modificar sua maneira de ser/estar no mundo.
TDF - No caso da terceira idade essa relação entre inclusão digital e social tem alguma característica específica, a seu ver,tendo como base a experiência do Proijeto?
Andreia - Na terceira idade a inclusão digital ganha outros aspectos que julgo importantes: a interação com o outro, a descoberta de novos conhecimentos, o sentir-se “socialmente” ativo, a troca de informações...
TDF - No Projeto Mulheres Charqueadenses, como foi trabalhada, especificamente, a inclusão digital das mulheres da terceira idade?
Andreia - Trabalhamos a inclusão digital em encontros quinzenais, nos Laboratórios de Informática do Câmpus Charqueadas, onde os monitores eram estudantes  do curso de informática, sob a supervisão dos coordenadores do projeto. As aulas foram planejadas a partir de uma pesquisa com as participantes para que se pudesse ter uma noção do nível de conhecimento de cada uma e assim fossem formadas as três turmas, com conteúdos diferenciados.
TDF - Qual o balanço que você faz das oficinas realizadas no Projeto em relação as mulheres da terceira idade? O nível de inclusão digital obtido ficou dentro do esperado ou foi satisfatório?
Andreia - Minha avaliação é super positiva, tanto em relação aos alunos monitores  como para todas as mulheres que participaram do projeto. As aulas foram planejadas atendendo a expectativa das alunas e diante do nível que elas se encontravam.O ambiente alegre em que as aulas aconteciam deixaram marcas positivas de vida em cada uma delas.

Em seguida entrevistamos três alunas do curso, todas integrantes da geração BB: Dione Vieira (67), Ivone Guerreiro (69) e Miracir de Souza (55), às quais propomos um questionário padrão com as seguintes perguntas:
TURMA DO FUNDÃO - O que você sabia sobre computadores antes de participar das oficinas do Projeto Mulheres Charqueadenses? Sabia usar? Acessava Internet?
Dione - Não, era um zero à esquerda. Não sabia usá-lo, nem a Internet.
Ivone Guerreiro - Não sabia nada.
Miracir Souza - Não sabia nada. Nem ligar, nem acessar o computador

TDF - Você sentia necessidade ou vontade de usar computador e Internet antes das oficinas do Projeto?
Dione - Sim, sentia necessidade, pois queria artesanatos, culinárias, e através da tecnologia informática poderia tirar minhas dúvidas.
Ivone - Sim.
Miracir - Sentia vontade de ter a facilidade de entrar na internet e conhecer as pessoas; de conversar, mandar email e mensagens para as amigas.

TDF - O que você mais gostou de aprender nas oficinas do Projeto?
Dione - Internet.
Ivone - Descobrir coisas, pesquisar.

Miracir - O que mais gostei foi a oportunidade de aprender coisas novas, a linguagem de computador. Adorei digitar textos.

TDF - Depois das oficinas do Projeto você passou a utilizar computadores? Redes sociais? Se sim, como você os usa?
Dione - Computadores sim, procurando o que quero para sanar minhas dificuldades, mas achei pouco tempo de orientação.
Ivone - Não tenho computador, mas se tenho acesso gosto de pesquisar.
Miracir - Sim, sempre peço a ajuda das filhas.

TDF - A sua vida melhorou depois que você aprendeu a utilizar a linguagem digital? Se sim, como?
Dione - No momento consegui melhorar, mas preciso de mais orientação.
Ivone - Sim, aprendi uma novidade, para mim desconhecida.
Miracir - Melhorou pois a facilidade de saber informações mais rápido, como na internet ver as fotos da netinha, saber noticias das pessoas e no email, quando nas aulas, conversava, mandava mensagem com as amigas.

TDF - Depois das oficinas, você se sente mais incluída socialmente por estar incluída digitalmente?
Dione - Não, precisarei de mais oficinas.
Ivone - Sim.
Miracir - Sim, me senti integrada, fazendo parte da sociedade; na verdade, antes me sentia a parte, não incluída na era digital.
Dione e Ivone, juntas, ao fundo
Miracir

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

A qual geração a terceira idade pertence?


Por João Adolfo Guerreiro

No jornal Zero Hora deste domingo (1°/09/2013) saiu uma reportagem especial intitulada Nativos Digitais (acesse a reportagem via o link ao final desse texto), onde foram trabalhados, além do conceito principal, a questão das gerações digitais.

Tomando por base o que o professor Fábio Santos já havia apresentado em aula (http://prezi.com/1rqcfw0zqaeg/geracoes-x-y-z-e-c/?utm_campaign=share&utm_medium=copy), mais um artigo recente de Marco Aurélio Lima no jornal  local Portal de Notícias (http://www.portaldenoticias.com.br/Colunas/PortalTEC/13-08-2013.htm) e esta reportagem da ZH, todas sobre o tema gerações digitais, uma questão veio a nossa cabeça: em qual a geração em que a terceira idade está incluída?

Claro, essa pergunta tem de ser respondida depois de termos uma definição do que entendemos por terceira idade, o que já fizemos na postagem mais antiga de nosso blog, "Inclusão Digital para a Terceira Idade é Inclusão Social" (dêem uma passadinha lá e confiram).

Em aula, o professor Fábio trabalhou quatro gerações: X, Y, Z e C.
Lima, baseado numa palestra de Dado Schneider, trabalhou com três: X, Y e Z.
A reportagem de ZH apontou quatro: BB, X, Y e Z.
Bem como o professor Fábio já havia alertado em aula, essas definições são flutuantes, dependendo do autor.

Não vamos discorrer aqui sobre a variação entra as três visões sobre o assunto (vocês poderão acessá-las pelos links contidos nesse texto), mas vamos adotar, a partir da reflexão sobre as mesmas, a existência de cinco gerações:
BB - Baby Boomers, de 1940 até o final dos anos 1960;
X - 1970 a início dos 1980;
Y - 1980 a início dos 1990;
Z - 1990 até o início dos anos 2000;
C - os nascidos a partir de meados dos anos 2000.
A terceira idade está inserida na Geração BB.

Eis a definição que a reportagem de ZH dá para a geração BB:
"Chamados de Baby Boomers, os membros dessa geração nasceram após a II Guerra Mundial. É a geração paz e amor. Foram os responsáveis pela revolução cultural dos anos 1960, que trouxe ideais de liberdade, o rock n' roll, e os movimentos sociais. Acreditam que o sucesso é ter uma família, trabalho, estabilidade financeira e amigos bem próximos. Utilizam as tecnologias para o trabalho e para manter contato com os amigos".

Nativos Digitais - Zero Hora:
http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/economia/tecnologia/noticia/2013/08/a-geracao-que-ja-veio-ao-mundo-conectada-4253788.html


sábado, 31 de agosto de 2013

Mulheres Charqueadenses, da COEX do IFSul Charqueadas, realizou projeto de inclusão digital que abrangeu a terceira idade


Por Liliane Reis

No Projeto Mulheres Charqueadenses, em 2012, ocorreram oficinas de inclusão digital que, dentre outras faixas etárias, abrangeram mulheres da terceira idade (foto acima). Ao focar nesse tema, o blog Turma do Fundão faz questão de falar sobre projetos "da casa" referentes ao mesmo. No link abaixo, informações mais específicas sobre o projeto e as oficinas de inclusão digital:

http://coexcharqueadas.blogspot.com.br/2012/06/inclusao-digital-no-projeto-mulheres.html

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Formas de uso dos computadores em sala de aula


Por Felipe Oliveira
Boa noite Pessoal,

Este post tem o objetivo de apresentar, resumidamente, as  principais formas de uso dos computadores nas práticas educacionais de ensino e aprendizagem, e foram sintetizados a partir do livro Informática na educação escolar, de Kenia Kodel Cox.

As principais formas são:
- para simulação;
- em jogos;
- para comunicação;
- para ensino a distância;
 - com programas comerciais;
- com programas educacionais.

Basicamente, utilizamos o computador para simulação quando criamos uma ambientação realística na qual o aluno é apresentado a um problema, toma decisões e executa ações. Não devem substituir as atividades concretas, mas são muito positivas para criarem realidades potencialmente perigosas na pratica, sendo testadas e analisadas sem risco algum.
Em jogos, o importante é estimular o entusiasmo e a atenção do aluno, respeitando seu ritmo próprio, bem como avaliação de erros e acertos.
Como meio de comunicação, o computador ligado à rede mundial de computadores permite que os alunos interajam e pesquisem uma infinidade de assuntos, inclusive acompanhando boletins eletrônicos.
E, na esteira da rede mundial de computadores, surge o ensino à distância. As mensagens podem inclusive ser compostas por animações, cores, imagens, textos, ilustrações, etc.
Quando o autor fala em programas comerciais, refere-se ao uso dos editores de texto, planilhas eletrônicas, banco de dados, que, estando contextualizados, podem servir como excelente ferramenta de aprendizado.
Os softwares educacionais são os especialmente elaborados para o aprendizado de um determinado conteúdo, específicamente para as salas de aula (fotohttp://www.uems.br/portal/noticia.php?idnot=3064).

Refletindo sobre a inclusão do pessoal da terceira idade, acreditamos ser importante ambientá-los no navegador de internet, e nos programas comerciais, pois já criarão uma boa demanda de uso do computador.

Era isso, quem tiver interesse nesse assunto, sugiro a leitura do capitulo 3 do livro da Kenia, indicado acima, que traz dicas e softwares legais de serem utilizados.
Até a próxima.

Matéria de TV sobre Inclusão digital para a terceira idade:

Por Daniele Anselmo

Sobre o tema, trazemos para vocês um interessante e elucidativo vídeo do jornal Bom Dia Brasil, da Rede Globo, do ano passado. Nele, ouvimos que "a terceira idade invadiu a internet" e que "Vovô e Vovó agora vêem a uva e chegaram no futuro",o que referenda nosso slogan de que inclusão digital é inclusão social! Vale a pena assistir:



http://www.youtube.com/watch?v=81I8Ru7aENQ
INCLUSÃO DIGITAL PARA A TERCEIRA IDADE 
É INCLUSÃO SOCIAL!
Adote essa ideia!

Por Turma do Fundão

- As pessoas da terceira idade querem a inclusão no mundo digital, pois desejam ser alfabetizadas nessa nova linguagem que integra os indivíduos em tempo real, via as tecnologias da informação. Essa inclusão levará a autonomia do idoso no tempo presente, o tempo da comunicação e interação social digitais.
.
- Bem nesse propósito, podemos ver o que disse Denise Goulart em sua tese de mestrado "Inclusão Digital na Terceira Idade: a virtualidade como objeto e reencantamento da aprendizagem" (2007):

"Pode-se perceber que a maioria dos idosos possui interesses, necessidades  e dificuldades comuns em relação à aprendizagem digital que são: continuar participando da sociedade e romper as muitas barreiras que eles encontram no caminho, sendo o maior desafio continuar gestores e protagonistas de suas vidas, sem precisar de auxílio ou ficar na dependência de terceiros, pois eles não  querem se acomodar. Constatou-se que estar incluído digitalmente é muito significativo e é uma necessidade urgente para as pessoas que estão na Terceira Idade, pois  eles não querem perder mais tempo: 
querem entrar no mundo virtual e compreender todas as suas possibilidades" (http://tede.pucrs.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=1043).

- Ainda na tese de Goulart buscamos a definição de Terceira Idade:


"No  Brasil, o Estatuto do Idoso - Lei nº 10.741 - aprovado pela Câmara e pelo Senado Federal, sancionado pelo Presidente da República Luís Inácio Lula da Silva, em 1º de outubro de 2003, define medidas de proteção às pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, amparados por leis específicas, cidadãos que estão na Terceira Idade já têm onde se apoiar para buscar os seus direitos constitucionais" (2007, p. 40).

"Conforme a gerontologia, ciência que  estuda os idosos e o envelhecer, o envelhecimento está associado a três grupos de idosos, sendo a mesma categoria que a Organização das Nações Unidas (ONUapresenta: pré-idosos (55 a 64 anos), os idosos jovens ou 'velhos jovens' (65 a 79 anos), idosos avançados ou 'velhos velhos' (70 a 80 anos) e os 'velhos mais velhos' (85 anos ou mais)" (2007, p. 42).


- Inclusão digital é inclusão social!

Eis o espírito do blog Turma do Fundão! Esperamos que leiam, gostem e comentem os nossos posts à respeito dessa modalidade de inclusão digital que, em nosso tempo, é muito importante, visto o crescimento demográfico da terceira idade em nossa sociedade.